segunda-feira, 24 de abril de 2017

Silêncio













Nada é silêncio.

Um tapete a ser sacudido
um cão que ao longe ladra
o cantarolar constante dos grilos
o bater de um estore a ser fechado
o ronronar do frigorífico
a propagação do som de um avião a passar...

Nada é silêncio
e que falta me faz
o silêncio.

Silêncio
tudo o que desejo
Silêncio.

                                                                              MV, 22.03.2017

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Missão falhada

Andava há vários dias a adiar uma ida ao cabeleireiro com o meu menino mais novo! A recordação da última ida ainda era demasiado viva e eu ainda estava meio traumatizada pela experiência. Fui tentando convencer o pai a ir com ele... mas nada. 

Não dava mais para ignorar o cabelo comprido e ontem foi o dia de ir buscar mais cedo a criancinha à creche para irmos ao cabeleireiro.

Chegamos e portou-se lindamente enquanto esperávamos. Foi se entretendo com uma caixa de ferramentas de brincar, cantarolando e tagarelando como um menino exemplar. Até ao momento em que o chamaram para a cadeira. 

Começou a choradeira ainda antes de haver uma tesoura à vista. Com muita resistência da parte dele e depois de muito esbracejar conseguiram pôr lhe a bata, a qual foi logo de seguida arrancada por sua excelência. Nova tentativa... falhada. Então siga sem bata.

Saquei do tablet para ver se o sossegava! Coisa que ele adora, também foi de imediato descartada. Gritos, choro, gritos, choro, muito espernear e afastar tudo e todos a esbracejar. Toda a gente a olhar para nós: uns divertidos, outros chocados... eu não sabia se havia de chorar ou de rir. Voz calma, palavras serenas, um pouco mais de assertividade... inspirar, expirar... mas o miúdo simplesmente não queria colaborar.

Depois de muitas tentativas uma tesourada na franja. Sempre com um choro estridente! Parecia que pressentia a tesoura a aproximar. Mais uma tesourada na linha da nuca. Gritos desalmados, choros e soluços. Palavras para tentar acalmar... nada surtia efeito. A tesoura pairava no ar, entre mim, entre o miúdo e a cabeleireira, mas não conseguia chegar ao objectivo.

20 minutos de tortura mais tarde... sucumbi. Simplesmente não dava. Pedi desculpa e pedi a conta.

4 euros! Por meia dúzia de cabelos cortados... não me queixei! Afinal o negócio deles é cortar o cabelo, e não aturar crianças birrentas.

Garantidamente a próxima tentativa cabe ao pai!

sábado, 1 de abril de 2017

Fim de semana

Bom fim de semana!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Uma viagem chamada vida

A felicidade é feita de pequenas coisas.
Aproveita o aqui e o agora.
O amanhã está fora do teu alcance.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Adeus avó...

Acordo de manhã cedo, como todos os dias.

Seguem se as rotinas. Lavar e vestir as crianças. Dar-lhes o pequeno-almoço, enquanto beberico o meu café.

Resolvo espreitar o Facebook e o “baque” vem logo que vejo o primeiro post. Uma fotografia da minha avó. Não precisei de ler... aquela imagem trouxe-me a triste e desoladora notícia da sua partida.

Lágrimas rolam pelo meu rosto. O meu filho mais velho questiona-me: porquê? Eu respondo: a avozinha foi para as estrelas e saber que nunca mais a verei ou poderei falar com ela deixa-me triste.
Muito triste.

Tão bem me lembro da última vez que a vi. Há 3 longos anos atrás. Demasiado tempo. E agora não mais a verei.

Apesar da distância física que nos separou ao longo da vida, em cada reencontro ultrapassava-se como se esta nunca tivesse existido. Ela era minha avó, a minha última avó. E eu a neta. O sentimento que nos unia era mais forte do que a distância que nos separava.

Mas a distância entre a vida e a morte é intransponível. Restam agora as saudades e as memórias. E a dor da sua partida.

E também as últimas palavras que me disse há 3 longos anos atrás. “Não demores outros tantos a voltar.

Mas não voltei. O carrossel da vida anda tão veloz, que não tive tempo e oportunidade de voltar.

Adeus avó! Até um dia!
Olharei para as estrelas e saberei que estás a olhar por nós.

terça-feira, 21 de março de 2017

Devastador

O efeito que uma"viagem" pelo feed de notícias do Facebook tem sobre mim é demasiadas vezes devastador!

Tantos posts põem a "nu" a crueldade, a maldade e a insensibilidade humana que chego a sentir-me doente.

Não é querer fugir da realidade, é simplesmente achar que a realidade é demasiado cruel.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Sono em atraso

Estive a fazer uma continhas...
e cheguei à conclusão que tenho um acumulado de cerca de 4300 horas de sono em atraso.

Por isso ando com estas olheiras do tamanho do mundo... que teimam em não desaparecer! :)

Nota: 4 anos do mais velho a dormir mal, mais 2 anos do mais novo a dormir mal.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Sobrevivi

Ontem foi dia de consulta de rotina. Não de apenas um dos miúdos, mas dos dois!
Onde é que eu estava com a cabeça quando aceitei marcar os dois para o mesmo dia?
O mais pequeno estava com a energia ao máximo!
O maior só se ria com as diatribes do menor!
E eu... só desejava que a médica nos atendesse rapidamente.
Depois de duas horas de espera finalmente fomos chamados, e as palhaçadas continuaram no auge no consultório!
Quando saímos tive que inspirar e expirar várias vezes para recuperar um pouco da minha serenidade.
Sobrevivi... mas fiquei literalmente à beira de um colapso de nervos.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Coisas de miúdos

- Mãe, amanhã não quero ir ao Futsal!
- Então, porque não? Já não gostas de andar lá?
Silêncio.
Mais tarde voltei a questioná-lo sobre o porquê de não querer ir à actividade da qual tanto gosta.
- Porque vou ter fome!

Assim sendo e para que faça o que gosta hoje levou um lanche extra para a escola!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Dias calmos e sonolentos

Não ainda não é desta que me despeço deste meu cantinho e dos meus leitores. A ausência tem-se alongado, mas quando não há energia e inspiração para escrever não vale a pena forçar. 

Isto não quer dizer que deixaram de acontecer coisas na minha vida ou que o mundo deixou de pular e avançar, eu é que simplesmente tenho para aí uns 6 anos de noites mal dormidas e tenho canalizado as energias para o que é realmente essencial.

Enquanto isso vou assistindo aos acontecimentos mundiais e não posso deixar de referir que toda esta história trumpabólica me assusta e faz questionar ainda mais de que é costume sobre o mundo em que vivemos. Para onde se pode ir para escapar a todos perigos que nos rodeiam?

Eu vou andando por aqui e fazendo as minhas leituras bloguísticas habituais... em silêncio.

A todos (embora tarde) o desejo de um excelente 2017.